Repórter da RBS TV fala sobre as dificuldades do telejornalismo

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O sonho de muitos jovens que entram para uma faculdade de Jornalismo é seguir carreira na televisão. Seja como repórter ou apresentador, são muitos os estudantes que têm como objetivo buscar reconhecimento profissional em frente às câmeras. Esse desejo, na maioria das vezes, surge antes do conhecimento que adquirido em relação às mais diversas áreas da comunicação. Para Fabiane Paza, foi ao contrário. “Entrei para o jornalismo muito mais pelo interesse na escrita do que na imagem”, conta a jornalista que hoje trabalha como repórter e editora da RBS TV, em Erechim, no norte do Estado.

Fabiane é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no campus de Frederico Westphalen. Segundo ela, durante a faculdade já havia um interesse pela televisão, porém, a jovem não teve oportunidade em prática para saber se tinha preparo para seguir na área. Apenas no último ano de faculdade, com a instalação de uma filial da RBS TV na cidade onde estudava, Fabiane pode conhecer melhor a dinâmica do telejornalismo, e foi então, que o interesse por televisão aumentou e fez com que ela quisesse entrar para esse mercado.

“Sempre gostei muito de português, literatura, sempre gostei muito de escrever, e o jornalismo foi o caminho que me pareceu mais interessante para exercitar esses gostos”, relata Fabiane, referindo-se a um dos motivos que fez com que ela optasse por essa profissão. Determinada, a estudante deixou a casa dos pais para cursar Jornalismo e ir atrás das melhores oportunidades, pois sempre manteve em mente a ideia de trabalhar em um grande veículo de comunicação. Em 2010, foi vencedora do Primeira Pauta, concurso realizado anualmente pelo jornal Zero Hora. Ela acredita que esta tenha sido a chance de que precisava para ser vista e reconhecida na área jornalística, pois estudou em uma cidade pequena, onde o mercado de trabalho na área é muito restrito. “A gente sabe, e ouve muito durante a faculdade, que o mercado é exigente, que a concorrência é grande, que você tem que oferecer um diferencial. E eu busquei esse diferencial”, conclui ela.

Desde a faculdade, Fabiane já buscava experiência. Começou produzindo material jornalístico para assessoria de imprensa, e, pouco tempo depois, já estagiava em um jornal impresso. Ela entrou para a RBS TV, primeiramente, como repórter freelancer em Cruz Alta. Logo depois, se candidatou para ser repórter e editora da RBS TV de Erechim. Conseguiu a vaga, e está lá desde maio de 2012.

Segundo ela, uma das diferenças mais evidentes entre fazer jornalismo no impresso e na televisão é a maneira como é feita uma entrevista. Por exemplo, uma entrevista para uma reportagem em jornal não precisa, necessariamente, ser pessoalmente. É possível conseguir uma ótima entrevista por telefone ou até mesmo por e-mail. Para uma reportagem em televisão, a comunicação entre repórter e fonte não funciona com a mesma facilidade. É imprescindível um entrevistado diante do microfone do repórter, diante da câmera e do cinegrafista. E Fabiane afirma: “TV também depende muito da disponibilidade e do tempo para a equipe sair da emissora, ir até o local, e também, da disponibilidade e do tempo para as fontes participarem da matéria”.

Uma das maiores dificuldades que a repórter enfrenta na profissão está ligada à complexidade do material que é preciso produzir, em detrimento do tempo. Além disso, fazer imagens, ter acesso a elas, assim como conseguir entrevistas e se deslocar até o local onde será feita a reportagem, ocupa certo tempo de trabalho. “Sem imagens e sem entrevistas, não tem matéria”, afirma Fabiane, ao dizer ainda que apenas o fato de se trabalhar com imagens, já é um grande desafio. “Ver a matéria no ar e pensar no trabalho que ela deu, na quantia de coisas envolvidas para que ela ficasse pronta, dá gosto. Só aumenta a vontade de continuar fazendo isso”.

Para trabalhar como repórter em TV, Fabiane teve que passar por algumas adaptações, que, segundo a jornalista, não foram tão difíceis. Ela levou tempo até se acostumar com o ritmo que envolve uma matéria. Porém, com a prática, a adaptação acabou por entrar na rotina e fez com que o ritmo se tornasse natural. “Aos poucos, você vai entendendo a dinâmica de trabalho na TV, que é muito acelerada”, relata, contando ainda que precisou de um aprimoramento em algumas técnicas, principalmente a voz. Por ter uma voz aguda, ela fez trabalhos com uma fonoaudióloga para baixar o tom e deixar a voz mais suave. Outra questão que existe em TV é a do visual. Fabiane precisou diminuir o comprimento do cabelo para que ficasse melhor “visualmente” em vídeo. “São detalhes que no conjunto do material que vai ao ar fazem diferença. Querendo ou não, televisão é imagem”.

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