Retrato: ele é de prata

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Rua dos Andradas, Porto Alegre. Uma das mais famosas ruas da capital gaúcha é o ponto de encontro de duas raridades encontradas em alguns cantos do Centro Histórico: arte e beleza. A arte é uma riqueza ainda pouco notável pelos apressados de paletó que caminham velozmente com suas maletas de mão, ou por belas mulheres que preferem prender seus olhares em vitrines de sapatos. A beleza que existe por trás da preciosa trajetória de um indivíduo prateado em meio à multidão de pessoas que correm diariamente por aquela rua, não se compara à beleza de nenhum scarpin preto lustroso. Há tanto flagelo deixado de lado para dar espaço à determinação de um cidadão imóvel e calado. E por trás desse homem há tanta ternura, tanta compreensão. Há tanta esperança. E claro, tantos sonhos.

A arte na rua transforma os ambientes urbanos em palcos onde qualquer indivíduo pode ser artista, dar vida a qualquer personagem, rir e fazer rir por qualquer motivo, encantar com qualquer palavra e ser admirado por qualquer gesto. Não é necessário ter um talento especial para construir um espaço artístico em meio a tantos espaços vagos e sem importância. Ideia aliada à criatividade é o suficiente para atrair a atenção das poucas pessoas que ainda encontram um quê de magia por trás do olhar que se fixa em um ponto no horizonte e que ali permanece por horas. Dizem que é para dar equilíbrio.

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