Amar, quem nunca?

Perder um grande amor, quem nunca? Assim como muitos “tuiteiros” escrevem em sua rede social, pergunto da mesma forma: sofrer por amor, quem nunca? Quem nunca teve a desastrosa experiência de iludir-se em um breve ou duradouro relacionamento? Quem nunca foi traído, tenha sido por infidelidade ou por outros motivos onde a confiança tornou-se cega? Quem nunca disse as três palavrinhas essenciais do arrependimento para a única pessoa que não deveria ouvi-las? Quem nunca?

Em uma pequena reportagem publicada há algum tempo no caderno Donna, em ZH, e também, apresentada em alguns programas televisivos, conheceu-se a causa de muitas dores desconhecidas, sentidas por nós e que, nos levam a introduzir dentro do nosso organismo uma porção de analgésicos. Lê-se nessa reportagem uma explicação do porquê de muitos amantes, após perderem um grande amor, sentirem uma dor tão terrível a ponto de ser comparada com a dor da morte de pessoa querida. Explicando: muitas pessoas, ao perderem o amor de suas vidas por justificações tolas, se sentem (quase) como se tivessem perdido um ente querido. E o mais curioso é o fato de que medicamentos auxiliam, e muito, no alívio dessa dor amorosa.

Acreditar é fácil. Pensei sobre o quão interessante seria a harmonia que o resumo de tal reportagem traria para um post. Também acreditei que após o relato tido no segundo parágrafo, fosse surgir uma extrema facilidade em escrever sobre o maldoso amor. Escrever sobre esse maléfico afeto e o sofrimento causado por ele. Mas foi um equívoco, um mero engano.

Fácil é relatar lindas e melosas cenas amorosas. Fácil é redigir um dicionário sentimental, fazendo o conhecimento do que, na minha opinião, vem a ser o amor. Seria possível encontrar algo como: afeição, sentimento, paixão, apego, ternura… Um forte abraço em quem fizer o mesmo e conseguir ignorar todos os sinônimos na explicação. O amor não se explica. Árduo e trabalhoso é escrever sobre dores, remorsos e infidelidades amorosas. Impossível é ter a coragem de divulgar esse relato em um página na internet. E se for um texto que mudará a história dos contos sentimentais e crônicas amorosas? Não. Anne Frank dizia: “o melhor é poder escrever o que penso e sinto, caso contrário, me asfixiaria completamente.” Eu prefiro viver em fugaz miséria a ter meus pensamentos revelados.

Orgulho, quem nunca?

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