Três meses sem TV

Quando li a coluna da Mariana Kalil, em Donna, em um dos últimos domingos, lembrei da minha televisão. A TV que há três meses (guardem essa informação: há três meses) é mais das assistências técnicas do que minha.

A Mari fala sobre o atendimento precário em lojas e assistências de eletrodomésticos. Ela conta uma história sobre a geladeira e outra sobre o ar condicionado. Ainda comenta sobre uma moça que comprou um videogame para o filho por meio da internet. Sobre o fato: chegou um tijolo e não chegou o videogame. Acreditem! Comecei a ler o texto no Por aí e logo pensei na minha televisão. A TV que já foi substituída por aplicativos para ouvir rádio, playlists, vídeos do Youtube e por uma infinidade de meios que me fazem companhia em um apartamento de um quarto em um canto qualquer do Menino Deus.

Triste é a vida de quem mora sozinho. Sem uma televisão.

Sempre acreditei ser possível viver sem o aparelho. Possível é, até chegar uma noite de domingo chuvosa. Quase cortei os pulsos! Sempre afirmei que não assisto televisão. E não assisto mesmo. Ou melhor, não assistia até perdê-la. E é nesse momento que a boa frase clichê para relacionamentos que não deram certo entra: a gente só valoriza quando perde. Mas vou evitar o drama e relacionar as palavras da Mari com a minha realidade. Sem televisão.

Não lembro exatamente quando a tela começou a “piscar”. Eu falo tela que começou a piscar, meu pai fala imagem que começou a correr. É que ele entende! Continuando… Em 21 de agosto de 2014, procurei por uma assistência técnica da marca do aparelho. Não encontrei uma que estivesse localizada perto de onde moro, mas encontrei uma manutenção simpática praticamente ao lado do meu prédio. E o melhor: a equipe buscava o aparelho, orçava em no máximo 24 horas e, assim que fosse autorizado o conserto, ele era feito em até dois dias. E a TV ainda é entregue novamente na casa do dono. E eles também parcelam o valor em 10 vezes sem juros.

Era de se desconfiar.

Sem tempo para pensar em uma assistência autorizada e com pouca paciência para perder com uma televisão, liguei e a assistência levou a minha companhia eletrônica. Fiquei poucos dias sem assistir ao telejornal da manhã para saber se deveria sair de casa com ou sem guarda-chuva. Foi suportável. Voltou a televisão, parcelei o valor, disse um “muitíssimo obrigada” e, em uma semana, eu já discava novamente o número da eletrônica.

— Moço, a TV estragou de novo e vocês me deram três meses de garantia. Quando vão poder vir buscar ela de novo?

A TV foi e voltou. Durou menos de uma semana. Voltei a ligar (incomodar, melhor dizendo).

— Moço, eu paguei porque vocês falaram que consertaram a TV. Então, quando vão poder vir buscar ela de novo?

A TV foi e voltou. Durou dois dias. Aí eu desisti.

Meu pai, já considerado um salvador de perrengues domésticos, praticamente resolveu o meu problema em uma manhã. Não… ele não deu umas batidinhas no aparelho para que ele voltasse ao normal. Isso eu já tinha tentado. Seu Airton veio até Porto Alegre, colocou a TV no carro e fez o óbvio: levou a bonita até uma assistência técnica autorizada.

Valeu, seu Airton!

Após muitos dias, eu recebo um orçamento e, após ser autorizado o conserto, vou esperar outros muitos dias pela TV. Eles não fazem entrega a domicílio e não parcelam em 10 vezes sem juros.

Moral da história: as aparências enganam.

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Um comentário sobre “Três meses sem TV

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