Sorrir é a alma do negócio

Uma coisa que me chateia é o péssimo atendimento ao cliente. Nada me deixa mais raivosa que visitar um lugar qualquer pela primeira vez e ser mal atendida. Sobre o “ser mal atendida”, aqui eu me refiro à antipatia visível no rosto dos atendentes. Não consigo com cara feia.

A recepção é um dos fatores que mais influencia o meu nível de adoração por um estabelecimento. Que o lugar fique distante de onde moro, que a comida venha com uma pitada de sal a mais e que eu tenha de esperar horas na fila. Se o produto final for bom e se me receberem bem, eu volto. Mas nunca me sentirei à vontade em um lugar onde a hostilidade paira sobre o ambiente.

No meu bairro existe uma padaria com um preço acessível e lanches deliciosos. Deliciosos, mesmo. O folhado de frango tem mais frango que massa e o pão de queijo, milagrosamente, parece novo no dia seguinte. A padaria é uma das mais conhecidas da redondeza, e lá, nunca enfrentei uma fila se quer. Mas passei a não frequentá-la mais. Quis evitar ser contagiada pela cara amarrada da dona da padaria, provavelmente treinada para não sorrir, e de suas funcionárias que bufam atrás do balcão enquanto clientes param por um segundo (apenas um segundo) para escolher o sabor do pastel. Então, comecei a caminhar mais, gastar centavos a mais com o cacetinho de todo domingo e ainda a ganhar um presente junto com o troco.

Dizer um obrigado sincero e cortês, para mim, é um presente.

Lembro que, ao lado da minha escola em Vancouver, havia um restaurante pequeníssimo, com duas ou três mesas, pratos e lanches rápidos e baratos e um bom cappuccino. Eu me tornei cliente fiel daquele cantinho na Broadway Street. Nas proximidades da minha escola, não nego, haviam cafés melhores. Mas em nenhum deles eu encontrei um simpático casal coreano que sorria um bom dia todas as manhãs.

Eu comprava a hospitalidade canadense, não o café.

Aqui em Porto Alegre, por exemplo, o sabor do Le Grand Burger é indescritível, assim como as batatas rústicas e o molho LGB. Mas nem o conforto do lugar e a graciosa bike pendurada na parede me encantaram tanto quanto o atendimento. Simpáticos e sempre atentos para ajudar quem frequenta a hamburgueria gourmet, os funcionários nos tratam como membros da família.

Só espere até morrer de amores pela gentileza e pelo bom humor do senhorzinho com um sotaque legal que cuida do caixa aos sábados à noite.

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Um comentário sobre “Sorrir é a alma do negócio

  1. Pingback: Gourmetizei | Mariana Fritsch

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