Voo livre no Rio de Janeiro: a experiência, preços e onde fazer

— Não, mãe, não vou voar.

Prometi para a dona Ignez que não me atreveria a saltar de parapente.

— Não vai ter um familiar se quer junto, imagina se acontecer alguma coisa…

Prometi, bem prometido. Mas, quando se trata de voar, a gente pensa duas vezes — até três — no pessimismo da mãe e acaba não resistindo. Não me contive quando parei para observar os corajosos na rampa de voo livre, localizada na metade do caminho que leva à trilha da Pedra Bonita. Desfiz o acordo com minha mãe e me atirei. Fui e tive uma das melhores experiências da minha vida.

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Para os interessados, o Clube São Conrado de Voo Livre (CSCVL) proporciona aventuras tanto com parapente quanto com asa delta. Enquanto via as pessoas voando feito passarinho lá de cima da rampa, algo me fez confiar mais no parapente. A impressão que tive foi a de que a modalidade é mais tranquila em comparação ao voo com asa delta.

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O voo dura de sete a quinze minutos, mas a experiência parece uma eternidade para quem vê tudo lá de cima pela primeira vez. Quem deseja dar uma bisbilhotada antes de qualquer decisão a ser tomada pode subir até a rampa da Pedra Bonita, um dos pontos do Rio de Janeiro de onde os corajosos partem com seus instrutores. Após a observação, uns preferem descer a pé pela Estrada das Canoas enquanto outros descem voando.

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Os preços variam de acordo com o instrutor disponível no dia, mas o valor médio fica em torno de 400 a 500 reais. Com o registro em imagens (são mais de 200 fotos) e vídeo o preço pode aumentar de 50 a 100 reais.

Minha opinião: quando soube quanto custaria o passeio, fiz a mesma cara de espanto que quem acabou de ler o parágrafo acima deve ter feito. O preço é salgado para apenas — e no máximo — quinze minutos de adrenalina. Mas a experiência é realmente única! Para um vez, sim, vale a pena. Mas não pagaria novamente.

A minha recomendação é “dar um Google” antes de tirar qualquer valor da carteira. Assim, é possível entender melhor como funciona a variação de preços e todo o processo pré-aventura.

Também quero deixar claro que tudo é muito simples. Chegando à sede do CSCVL (Rua Prefeito Mendes de Moraes – São Conrado), basta escolher um instrutor, preencher a ficha e bom voo. O pessoal é atencioso e toma todas as providências necessárias para que a pessoa aproveite cada momento em segurança.

Uma dica importante: o pagamento é apenas em dinheiro. Mas, se o aventureiro estiver desprevenido, é possível negociar com os instrutores. Marcos Aurélio Alves da Silva, o meu instrutor, disse que é comum as pessoas não terem toda a quantia para o pagamento na hora, até porque, a maior parte delas visita a pista de decolagem sem o interesse de voar.

Aí acontece o amor à primeira vista pelo cenário lá do alto.

Marcos me contou que o caso dele foi mais ou menos assim. Após experimentar a sensação de estar lá em cima, aprendeu a voar, largou o emprego e, atualmente, se considera realizado dando aulas de parapente para uns e acompanhando a adrenalina da “primeira vez” de outros.

Pra quem deseja passar pela experiência, deixo aqui o número do Marcos: (21) 96911-0696. É só mandar um WhatsApp que ele responde todas as dúvidas e atende a todas as angústias.

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Ó o Marcos, aí, gente.

Eis que, por fim, me atrevo a mostra a minha experiência em um vídeo no qual o que prevalece é a minha cara de pânico.

 

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