Bom dia, borboletas

(imagem ilustrativa)

Grupos de WhatsApp que glorificam a magreza extrema são espelhos de páginas da internet que disseminam a anorexia como um estilo de vida, só que em um mundo onde o Google não consegue encontrá-los

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“Como as minhas calças estão largas, ela falou para mim que tô muito magra, e até chorou falando que tava com medo de me perder.” 135 participantes de um grupo de WhatsApp receberam a mensagem relatando a cena entre Taís* e a mãe. A única usuária que deu atenção à menina, que contou ter 46 quilos distribuídos em 1,65 metros, pouco se importou com a condição física da jovem. “O que você come, e quanto come?”, indagou Estela*, ansiosa por conhecer a dieta da amiga virtual.

Não demorou para que mais perguntas começassem a ser feitas para a menina de 16 anos, que continuou dando sinais de desabafo em meio aos elogios que recebia dos participantes do grupo. Taís, cuja mãe temia pela vida, se mostrava descontente com o índice de massa corporal (IMC) 16,5 kg/m² — valor dois graus abaixo daquele considerado saudável pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Também dizia estar “ferrada”, aflita que a família descobrisse sobre a “Ana” — abreviação de anorexia, comum em páginas que fazem apologia ao que seus usuários consideram um estilo de vida.

O dia começa cedo para os integrantes do Schmetterling (borboleta, em alemão). Ao lado do nome do grupo há o emoji de uma lagarta, o que evidencia a metáfora já bem conhecida entre aqueles que costumam desejar “bom dia, borboletas” logo que o sol nasce. É uma referência ao período do inseto no casulo até ele “atingir a perfeição”. Enquanto a metamorfose do animal dura meses, para integrantes do grupo a busca doentia pela magreza pode levar anos.

Dezenas de mensagens são trocadas até pouco antes da meia-noite, horário em que as borboletas se despedem para descansar. Ter uma noite bem dormida está entre as dicas compartilhadas pelos usuários para aguentar, no dia seguinte, o que eles chamam de no food (sem comida), abreviado para NF. Trata-se de um famoso método utilizado para perder peso de forma rápida e uma das dietas que mais mobiliza a troca de mensagens motivacionais para vencer mais um dia com a ingestão de zero caloria — jovens que optam pelo low food (pouca caloria) podem consumir até 500.

Frases como “ser magra é muito melhor do que comer” e “se você quer desistir de algo, desista de ser gorda” se intercalam com fotos de mulheres com corpos esqueléticos — em sua maioria, modelos — e de quem possa ser considerada uma thinspo, encurtamento de thinspiration, união das palavras “magro” e “inspiração” em inglês. A atriz e cantora Belinda, espanhola radicada no México, já protagonizou a imagem principal do grupo. A artista de 27 anos chegou a ser alvo de comentários na mídia quando passou a ser vista com uma magreza extrema. Belinda negou a anorexia.

Pouco se sabe a respeito da veracidade das afirmações da artista, embora negar um transtorno alimentar seja um comportamento comum entre o 1% do público de mulheres jovens que sofrem com a anorexia no mundo. Conforme dados de 2014 da OMS, a bulimia, distúrbio alimentar caracterizado por comportamentos que inibem o ganho de peso, como vômito ou uso de laxantes e diuréticos, atinge de 0,9% a 4,1% desse mesmo público.

Esses transtornos são predominantemente femininos (90%), mas cada vez é mais frequente a participação masculina em meio aos casos registrados. Até o dia em que a reportagem foi feita, pelo menos quatro meninos interagiam no Schmetterling.

No grupo, planos para despistar pais que desconfiam do comportamento dos filhos são tão compartilhados quanto mentiras para psicólogos, psiquiatras e nutricionistas acreditarem no sucesso do tratamento que, na maioria dos casos, é imposto pela família que conseguiu descobrir as causas da conduta duvidosa do filho. Poucos dias já são suficientes para aprender qual a melhor forma de tirar o cheiro do banheiro após “miar” — termo usado para designar o ato de induzir o vômito, uma referência à “Mia”, abreviação de bulimia. Descobre-se também que comer gelo pode ajudar a matar a fome e que olhar imagens de jovens muito magros, diariamente, é parte do caminho para se tornar um deles.

Mais que compartilhar relatos e imagens de pratos com duas rodelas de tomate, os usuários se apoiam mutuamente para que não haja desistência da rotina de baixa caloria que alimenta a obsessão por conquistar o que consideram um corpo perfeito. A psiquiatra Miriam Brunstein, coordenadora do Programa de Transtornos Alimentares em Adultos do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, explica que a maioria desses jovens são perfeccionistas e competitivos, personalidade que ajuda a explicar o frenesi por dividir resultados oriundos das mais doentias táticas de emagrecimento.

Muito do que é utilizado como um medidor de sucesso serve de inspiração para outros internautas. Os participantes chamam um deles pelo nome em inglês: collarbone. O que significa clavícula é visto como status de magreza entre os usuários, que se glorificam ao compartilhar fotos de seus ossos salientes acima do peitoral. Tanta disciplina é agraciada com elogios, emojis de salva de palmas e palavras de incentivo para seguir em frente. “Ossos são limpos e puros. Gordura é suja e parasita”, diz uma mensagem.

Bem-vindo

Adolescentes e jovens adultos de todos os cantos do Brasil integram o Schmetterling. Eles estudam, trabalham, são curiosos e incansáveis na busca por experiências. Também aparentam levar uma rotina normal diante dos olhos de familiares e amigos, que vão se tornando escassos à medida que o autocontrole excessivo da pessoa que convive com distúrbios alimentares exige evitar confraternizações, na maior parte das vezes fartas de comida. Para quem deseja se tornar uma “Ana”, evitar tentações é uma das regras.

Não são exigidas características específicas aos interessados em integrar o grupo, o que não dificulta o passe livre para o jardim das borboletas. Usuários novos só entram mediante aprovação dos administradores, que os submetem a um interrogatório breve e frio, precedido de uma mensagem de advertência. O internauta fala nome, idade, peso e altura, comenta sobre o histórico de distúrbio alimentar e explica os motivos pelos quais pretende fazer parte do grupo. Antes de serem incluídos ao restante da turma, são, por fim, alertados de que os comportamentos de “Ana” e “Mia” não são saudáveis.

Eles abrem a porta para esse mundo sozinhos. O que não se pode negar são as influências para que esse comportamento seja disseminado de forma cada vez mais acelerada. Miriam explica que transtornos psiquiátricos são geralmente multifatoriais e, no caso de distúrbios alimentares, as causas vão desde predisposição genética à dificuldades emocionais sérias, normalmente estruturadas desde a infância.

— Família com problemas relacionado à alimentação, conflito parental e dificuldade de conexão emocional são características que se chocam com uma fase de transformações corporais — comenta a especialista, referindo-se à adolescência, período mais comum para o desenvolvimento dos transtornos.

Enquanto a anorexia é frequentemente diagnosticada no início da adolescência, com pico em torno dos 15 anos, a bulimia costuma atingir jovens no final deste período.

— A gente vive uma cultura de transtorno alimentar, que é impregnada em incentivo e foco na questão do corpo e da comida. A cultura é totalmente incentivadora do baixo peso e da restrição alimentar — afirma a psiquiatra.

O ressalto de Miriam evidencia o que muitos especialistas já vêm assinalando. A mídia, em suas mais variadas formas, estimula a busca exagerada pelo corpo magro. As imagens trocadas em páginas e grupos de WhatsApp com o mesmo propósito do Schmetterling pouco diferem das que estampam capas de revistas, e a disciplina com a alimentação regrada pode ser comparada com a mesma que blogueiras fitness disseminam em suas redes sociais.

Pode-se ter os Estados Unidos como um dos exemplos para ilustrar a rapidez com que o culto à magreza foi se alastrando. O IMC médio das vencedoras do Miss America, concurso americano que premia com bolsas de estudos, tem se reduzido de 22, na década de 1920, para 16,9, nos anos 2000 — a OMS considera saudável entre 18,5 e 24,9.

Com carinho, Ana Mia

Criado em 19 de julho de 2015, o Schmetterling se tornou uma comunidade “pró-ana” inspirada em páginas da internet que vêm propagando ideias sobre o mundo dos distúrbios alimentares desde de o início dos anos 2000. Muito antes do surgimento do aplicativo de mensagens instantâneas, em 2009, centenas de blogs em todo o mundo já faziam brilhar os olhos das “Anas” e “Mias”, disseminando imagens de corpos tão finos que dão a impressão de não serem reais. O espaçoso vão entre as pernas, o bíceps com diâmetro pouco maior ao do punho de uma pessoa saudável e as profundas covas que parecem unir os extremos de cada lado do rosto são objetos de desejo entre adolescentes e jovens adultas que colocam essa ambição à frente de qualquer outro propósito na vida.

Evidências apontam para os Estados Unidos como pioneiro desse tipo de site. Em 2002, milhões de americanos já sofriam com distúrbios alimentares — estimava-se morte entre 6% e 15% dos casos, segundo a Associação Americana de Distúrbios Alimentares, que já chegou a afirmar que blogs “pró-ana” são tão perigosos quanto colocar uma arma carregada nas mãos de uma pessoa suicida. Pesquisas recentes daquele país indicam que a anorexia nervosa tem a maior taxa de mortalidade em comparação a qualquer outra doença mental.

Com regras mais rígidas em relação ao Schmetterling, muitas das páginas na internet que louvam a “Ana” acabaram formando uma ampla rede de fiéis que se ligam entre diversos países. O desejo de emagrecer a qualquer custo é a essência do propósito dos usuários, que pouco se importam com as consequências físicas — frequentes episódios bulímicos podem afetar o sistema digestivo, o coração e outras funções do organismo, enquanto que o corpo de um paciente com anorexia nervosa nega nutrientes essenciais para seu funcionamento normal, forçando-o a desacelerar processos para conservar energia. Ambos os transtornos podem levar à morte.

É um trocar de figurinhas. Há diários virtuais onde prevalecem textos escritos em primeira pessoa e páginas destinadas a ensinar truques de emagrecimento rápido, responder dúvidas, organizar jejuns e impor desafios — a maioria deles em torno de NFs que podem durar dois ou mais dias. Para facilitar a pesquisa por informações mais confidenciais, alguns blogs criam abas como “Segredos de Estado”. O espaço é aberto a qualquer usuário, mas a recomendação é de que o internauta só acesse se tiver boas razões para “largar a antiga vida”. Uma blogueira que assina com o pseudônimo de Ana Mia alerta no topo da página que não tem como objetivo incentivar pessoas saudáveis a desenvolver distúrbios alimentares, mas que essa é uma forma de ajudar aqueles que não são felizes com seu corpo.

A troca de experiências e desabafos prevalecem na caixa de comentários. Quando o NF vai por água abaixo devido a menos de cem calorias de uma maçã, ingerida após um episódio de “descontrole”, uma série de alternativas começam a ser indicadas por outros usuários. Passar horas na academia costuma ser inviável se a jovem se sente tonta apenas de ir do quarto ao banheiro para tentar “miar” pelo menos metade da fruta. Alguns aconselham a esquecer o deslize e pensar no dia seguinte e em outras táticas, para eles, menos radicais — entra aí a dieta do Tic Tac, por exemplo, que consiste em passar o dia com água, uma maçã, e as balinhas, sendo permitido qualquer sabor.

Os autores por trás desses portais parecem conhecer a bula de laxantes, diuréticos, anoréxicos e eméticos como farmacêuticos de primeira linha e usam seu conhecimento para receitar, em rede aberta, o medicamento que melhor atende às necessidades dos amigos virtuais. Fica evidente a experiência deles com a compra de drogas que podem estimular o emagrecimento de uma forma ou outra. Há opções para acelerar o metabolismo, bloquear o apetite, auxiliar a eliminação de fezes ou provocar vômito. Um dos preferidos dos jovens, responsável por estimular a queima de gordura, é um medicamento acessível — uma caixa com vinte comprimidos custa cerca de R$7 —, eficaz e fácil de ser encontrado, embora sua venda seja sob prescrição médica. Das 13 farmácias visitadas pela reportagem no Rio Grande do Sul, seis vendiam o remédio sem receita. As outras sete não comercializavam o medicamento.

 

A contagem de calorias faz parte da rotina frenética dos anoréxicos, que são instruídos a viver com o mínimo. Para uma menina que utiliza a inicial M. para escrever em um blog com layout de borboletas na cor rosa, viver com “nada” significa que o jovem não vê a “Ana” como um estilo de vida, sendo este, um sintoma para o que ela diz ser a “Ana” doença.

No anonimato dos portais virtuais, eles assumem a anorexia como uma opção comportamental e a bulimia como uma punição pelo descontrole — principalmente em páginas com interação entre “verdadeiras pró-anas”, ou seja, meninas que não estão ali para buscar uma magreza extrema, mas que já são anoréxicas e querem, pelo menos, manter seus osso salientes sob a pele.

— Pacientes com anorexia também podem ter episódios bulímicos. Existe a sensação de perda de controle, mas a quantidade, na verdade, não é excessiva para o senso comum e sim, para o que aquela menina planejou — explica Miriam, destacando que a bulimia é caracterizada pela tentativa de restrição alimentar não efetiva, e que nem sempre é acompanhada do baixo peso.

A ganância para se livrar da alta quantidade de comida, que vai muito além do que uma pessoa normal conseguiria consumir em um curto espaço de tempo, motiva os incontáveis acessos em páginas que ensinam técnicas para lidar de forma mais tranquila com a bulimia. Em um passar de olhos por um desses portais já se aprende quais alimentos e bebidas são “infalíveis” para facilitar o vômito e até quantos minutos após a refeição se pode esperar para correr para o banheiro. “Para disfarçar dos pais, você não pode fazer barulho. Então, coloque uma música pelo celular e comece a cantar na primeira parte, para dar a impressão de que você não está vomitando. Depois, deixe a música tocar e mie”. Dizer para a família que demorou no banheiro porque estava fazendo o “número dois” é uma das mentiras mais corriqueiras para que não haja desconfiança.

Invisível mundo virtual

Há jovens que lidam com os distúrbios, especialmente a anorexia, como uma religião. São devotos desses comportamentos a ponto de se punirem quando saem do controle — embora não seja tão frequente, a automutilação é uma espécie de castigo imposto por eles mesmo. Essas pessoas se ocupam durante a maior parte do dia com interações em espaços virtuais e procuram seguir a risca mandamentos como “não chore, pois chorando você mostra que não tem controle” e “olhe no espelho e diga que está gorda”.

O Twitter e o Instagram já abrigam contas que parecem ser uma extensão dos blogs “pró-ana”. A denominação de “microblog” associada ao Twitter explica porque a rede social é uma das queridinhas entre os jovens para se conectarem com outras “Anas” e “”Mias” de forma prática e rápida. Não é necessário mais do que 140 caracteres para contar qual foi o cardápio ingerido durante o dia. Pesquisadores americanos da Universidade de Washington e do Hospital da Criança de Seattle, por meio de um estudo que analisou 45 contas de Twitter “pró-ana”, concluíram que 17 anos é a idade dominante dos usuários desses perfis.

As contas nas redes sociais abertas costumam ser privadas. Uma biografia com idade, localização e dados sobre peso e altura facilita a identificação de um perfil “pró-ana”. Autodescrições como “menina gorda em um mundo de obsessão pela magreza” não são atípicas e a foto principal normalmente oculta o rosto do usuário, mas evidencia a parte do corpo que ele considera mais fina.

— O conteúdo destas páginas são limitados, asfixiantes e ilusórios, e algumas meninas relatam a sensação de acolhimento e apoio — comenta a psicóloga Patricia Gipsztejn Jacobsohn, ressaltando que a internet deveria ser uma aliada na disseminação de informações sobre prevenção e um instrumento mais eficaz para ajudar quem quer sair desse mundo sombrio, e não uma incentivadora para entrar nele.

A popularização dessas páginas levou países europeus a tomar medidas radicais, na visão de especialistas, elaboradas por quem desconhece as origens dos distúrbios alimentares. Em 2008, a França criou uma regulamentação que condena responsáveis por esses sites em até três anos de prisão. Uma pesquisa realizada naquele país mapeou quase 600 páginas na internet com esse tipo de conteúdo.

Em junho de 2014, seguindo o exemplo do país vizinho, a Itália entrou com um projeto de lei que pune em um ano de prisão e com multa quem faz apologia à anorexia e à bulimia. Para o sociológo francês Antonio Casilli, ao tornar crime a disseminação desse tipo de conteúdo, pune-se jovens com problemas psicológicos. Em uma carta aberto ao parlamento italiano contra a criminalização dos sites “pro-ana”, ele afirma que a lei, criada com pouco conhecido a respeito dos comportamentos anoréxicos, pode se transformar em um desastre para a saúde pública.

Uma das plataformas que mais hospeda blogs desse tipo, o Tumblr alerta para conteúdos de incentivo a distúrbios alimentares. “Nós queremos que o Tumblr seja um lugar de conscientização, apoio e recuperação. Nós iremos remover apenas as postagens que ultrapassem o limite do bom senso, promovendo ou glorificando comportamentos autodestrutivos”, diz o texto sobre as regras da comunidade. A plataforma também oferece recursos de denúncia e prevenção, além de aconselhamento gratuito e confidencial.

No Brasil, as medidas para tentar solucionar pelo menos uma parte do problema partem de médicos e psicólogos atuantes na área. Um projeto de lei do senado de 2015 definia como crime a disponibilização, na internet, de informações e mensagens de incentivo à anorexia e à bulimia. A pena seria multa e detenção de seis meses a dois anos. Para a psicóloga Camila Peixoto Farias, doutora em Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), punir esse tipo de página não é mais importante do que prevenir e tratar tais patologias.

— O foco não está no acesso ao site, mas no que leva o sujeito a acessá-lo. O centro é o paciente e sua dinâmica psíquica — ressalta Camila.

*Os nomes dos integrantes do Schmetterling foram trocados para preservar suas identidade

Esta reportagem foi produzida para a Revista Experiência, material com trabalhos de alunos de Jornalismo da PUCRS

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2 comentários sobre “Bom dia, borboletas

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