O que a corrida mudou na minha vida

Passaram-se quase duas semanas desde o dia em que uma amiga sugeriu que eu escrevesse este texto até eu publicá-lo. Interrompi as anotações de tópicos na lista de coisas que a corrida mudou na minha vida porque sentar e colocá-los no WordPress o quanto antes pareceu-me a maneira mais viável de não cansar o leitor com um post quilométrico mais tarde.

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O meu caso de amor com o esporte começou porque correr me proporcionava felicidade. Uma das explicações para o estado de plenitude ocasionado pela corrida é a liberação de “hormônios da felicidade”, como a endorfina. Um estudo recente da Glasgow Caledonian University, no Reino Unido, inclusive, comprovou que o esporte pode deixar as pessoas mais felizes e confiantes.

Há cerca de quatro anos, quando passei a fazer da Orla do Guaíba uma dupla da academia com a intenção de perder mais calorias, irritava-me intercalar cinco minutos de trote com quinze de caminhada. Sentia uma exaustão descomunal. Mas o bem-estar que invadia o meu caminho na volta para a casa me estimulou a insistir. Antes de conquistar os meus primeiros 10 quilômetros, emagrecer já vinha em último plano. Foi quando a frase “correr traz mais benefícios para a cabeça do que para o corpo” passou a fazer sentido. Então, preferi focar em muito arroz com feijão, noites bem dormidas, disposição, autoestima, paz e tranquilidade. Logo, uma espécie de competitividade pessoal embalou-me até a linha de chegada da meia maratona. Também fiz muitos amigos.

Estaria mentindo se dissesse que a corrida não emagrece. Troquei muita gordura por massa magra, embora tenha visto o ponteiro da balança descer pouco. O meu condicionamento físico, obviamente, também melhorou. No entanto, os benefícios relacionados ao corpo foram os menos significativos. Pouquíssimos são os atletas amadores que madrugam quase diariamente e rodam dezenas de quilômetros em uma semana porque querem entrar em uma calça dois números menor. Seria necessário muito menos que um treino de maratona para perder peso. O desafio, aliado à sensação de conseguir cumpri-lo, é o que move esses “malucos”, como costumam nos chamar.

Eu gosto de comparar a corrida com uma terapia. Correr se transformou em uma corda de segurança para mim (aprendi essa metáfora com Haruki Murakami no livro Do Que Eu Falo Quando Eu Falo De Corrida): se estou triste, estressada, ansiosa ou impaciente, corro. Além disso, por ter começado a investir em tênis melhores, roupas com tecnologias amigas da performance e inscrições de provas, também tive de me organizar financeiramente. Nomes de baladas aparecem raramente na fatura do meu cartão de crédito, por exemplo.

Prioridades…

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