Maratona de Berlim: sempre histórica

Reprodução/Instagram

Sobre maratonas uma coisa é certa: a de Berlim sempre rende história. A prova é uma das mais cobiçadas, e não só pelo título de “major” — junto das de Boston, Chicago, Nova York, Londres e Tóquio, é uma das principais do mundo. O percurso entrega muito sobre a história e a cultura da Alemanha, o clima costuma ser dos bons e o trajeto plano dá um empurrão para os atletas em busca de seus recordes pessoais nos 42,195 quilômetros. Por ser muito rápida, todos os anos a Maratona de Berlim cria expectativas de recorde mundial.

Na prova deste domingo, 16 de setembro, acompanhou-se um fenômeno entre os cerca de 40 mil corredores que participaram do evento. Cotado para os favoritos ao primeiro lugar, Eliud Kipchoge foi além de protagonizar o espetáculo da elite. O queniano de 33 anos tornou-se o maratonista mais veloz do mundo ao cruzar a linha de chegada com o incrível tempo de 2h01min39, com um minuto de sobra em relação à marca antiga. Até então, o recorde era do também queniano Dennis Kimetto, que venceu Berlim em 2014 com 2h02min57.

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Quem madrugou para assistir à prova pela televisão ou para torcer por amigos à distância, já que o evento permite acompanhar atletas em tempo real via aplicativo, acredito que não tenha se arrependido (nem conseguido voltar a dormir depois). Mas não há sensação que possa se comparar à de quem teve a oportunidade de ver ao vivo as passadas harmoniosas de Kipchoge, que passou pelo Portão de Brandemburgo com uma serenidade de fazer o olho do espectador brilhar e ainda chegou com fôlego para correr mais alguns metros, pulando em comemoração.

Quando parou, chorou.

Kipchoge, campeão olímpico na maratona dos Jogos do Rio em 2016, venceu em Berlim no ano passado e em 2015. Este ano, ele já havia conquistado a Maratona de Londres, com 2h4min27seg. Em entrevista a repórteres que o esperavam no final da prova, o queniano fez questão de ressaltar a importância da “força mental”, quase mais importante que o desempenho físico, principalmente quando se corre sozinho à frente do pelotão os últimos 17 quilômetros.

Na prova deste domingo, outros quenianos fizeram bonito. Amos Kipruto (2h06min23) e Wilson Kipsang (2h06min48), conquistaram o segundo e o terceiro lugar, respectivamente. Já Gladys Cherono foi a campeã feminina com 2h18min11, outro recorde da prova.

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